Desperdício
de água gerado nas estações de tratamento de água.
O
desperdício de água ocorre tanto nas residências quanto nas atividades
econômicas em geral, mas alguns dos principais problemas estão nos sistemas de
abastecimento.
Um dos principais
indicadores de eficiência da operação dos sistemas de abastecimento de água é o
índice de perdas. Quando falamos em desperdício, geralmente o destaque vai
para aquele produzido pela população, sobretudo no uso residencial. Existe, por exemplo, o desperdício durante o
abastecimento de água, causado muitas vezes por falhas técnicas
nas tubulações e sistemas públicos de distribuição ou até por desvios ilegais
realizados por algumas pessoas para benefício próprio. Tudo isso, sem dúvidas, contribui para o
aumento do desperdício de água.
Ao lado de outras questões como a poluição, ele é
um dos principais pivôs da inutilização e até esgotamento das reservas de água
em vários lugares e regiões. Existe, em grande parte, um grande desperdício de água
em sistemas de abastecimento, que perdem uma quantidade muito
elevada de litros em razão de vazamentos e problemas gerais nas tubulações e
sistemas de fornecimento.
A quantidade de
água desperdiçada inclui perdas com vazamentos em adutoras, redes, ramais,
conexões, reservatórios e outras unidades operacionais do sistema. Esses
vazamentos são verificados principalmente em tubulações da rede de
distribuição, provocados especialmente pelo excesso de pressão em regiões com
grande variação de relevo.
Em grande parte, o problema é causado tanto pela falta de
manutenção de equipamentos públicos quanto pelo emprego de materiais mais
baratos, além da elevada pressão, extravasamento de reservatórios, ligações
hidráulicas clandestinas, entre outros.
Combater o
desperdício de água é uma tarefa não só do cidadão em seu uso doméstico, mas
também do setor público tanto com o controle do abastecimento quanto com o
aumento da fiscalização, bem como em atividades econômicas no campo, nas indústrias,
na construção civil, entre outros.
Abaixo, vejamos a
relação das perdas de água com a escassez hídrica.
O estudo avaliou a situação da
disponibilidade hídrica nos municípios brasileiros expressos no “Atlas
Brasil – Abastecimento Urbano de Água” - estudo realizado em 2010 pela
Agência Nacional de Águas (ANA). O estudo contemplou a situação de 5.529
municípios e avaliou as condições dos mananciais, tanto superficiais como
subterrâneos, e dos sistemas de produção de água para atender às demandas da
população urbana em 2015. Interessa, aqui, as informações relacionadas à
disponibilidade hídrica e às estimativas de investimentos.
As cidades foram
classificadas em 3 grupos considerando o nível de adequação da disponibilidade
hídrica: (i) abastecimento satisfatório (situação adequada); (ii) requer
ampliação do sistema (situação intermediária) e (iii) requer novo manancial
(situação inadequada). Portanto, os dois últimos grupos representam cidades nas
quais devem ser feitos investimentos para atender as demandas urbanas por água
em 2015.* Fonte dos dados: www.tratabrasil.org.br




