quinta-feira, 18 de junho de 2015

Desperdício de água gerado nas estações de tratamento de água.

Desperdício de água gerado nas estações de tratamento de água.
O desperdício de água ocorre tanto nas residências quanto nas atividades econômicas em geral, mas alguns dos principais problemas estão nos sistemas de abastecimento.

   Um dos principais indicadores de eficiência da operação dos sistemas de abastecimento de água é o índice de perdas. Quando falamos em desperdício, geralmente o destaque vai para aquele produzido pela população, sobretudo no uso residencial. Existe, por exemplo, o desperdício durante o abastecimento de água, causado muitas vezes por falhas técnicas nas tubulações e sistemas públicos de distribuição ou até por desvios ilegais realizados por algumas pessoas para benefício próprio.  Tudo isso, sem dúvidas, contribui para o aumento do desperdício de água.
   Ao lado de outras questões como a poluição, ele é um dos principais pivôs da inutilização e até esgotamento das reservas de água em vários lugares e regiões. Existe, em grande parte, um grande desperdício de água em sistemas de abastecimento, que perdem uma quantidade muito elevada de litros em razão de vazamentos e problemas gerais nas tubulações e sistemas de fornecimento.

   A quantidade de água desperdiçada inclui perdas com vazamentos em adutoras, redes, ramais, conexões, reservatórios e outras unidades operacionais do sistema. Esses vazamentos são verificados principalmente em tubulações da rede de distribuição, provocados especialmente pelo excesso de pressão em regiões com grande variação de relevo.
Em grande parte, o problema é causado tanto pela falta de manutenção de equipamentos públicos quanto pelo emprego de materiais mais baratos, além da elevada pressão, extravasamento de reservatórios, ligações hidráulicas clandestinas, entre outros.
Combater o desperdício de água é uma tarefa não só do cidadão em seu uso doméstico, mas também do setor público tanto com o controle do abastecimento quanto com o aumento da fiscalização, bem como em atividades econômicas no campo, nas indústrias, na construção civil, entre outros.
     Abaixo, vejamos a relação das perdas de água com a escassez hídrica.
O estudo avaliou a situação da disponibilidade hídrica nos municípios brasileiros expressos no “Atlas Brasil – Abastecimento Urbano de Água” - estudo realizado em 2010 pela Agência Nacional de Águas (ANA). O estudo contemplou a situação de 5.529 municípios e avaliou as condições dos mananciais, tanto superficiais como subterrâneos, e dos sistemas de produção de água para atender às demandas da população urbana em 2015. Interessa, aqui, as informações relacionadas à disponibilidade hídrica e às estimativas de investimentos.
   As cidades foram classificadas em 3 grupos considerando o nível de adequação da disponibilidade hídrica: (i) abastecimento satisfatório (situação adequada); (ii) requer ampliação do sistema (situação intermediária) e (iii) requer novo manancial (situação inadequada). Portanto, os dois últimos grupos representam cidades nas quais devem ser feitos investimentos para atender as demandas urbanas por água em 2015.
                                                               

                                                   * Fonte dos dados: www.tratabrasil.org.br

Estação de Tratamento de Água Capim Fino – Piracicaba.


 Antônio Carlos Schiavon, que trabalha há 30 anos na SEMAE, ressaltou o fato de Piracicaba tratar 100% do esgoto desde 2012.
 Atualmente, a ETA Capim Fino, que funciona 24 horas por dia, trabalha com a captação feita por 3 bombas de 1000 cavalos, então há a inserção de produtos na água, como o cal (para alterar o PH da água), cloro e o Pac, um coagulante que acelera o processo de união das partículas. A estação também conta com um reservatório de 11 milhões de litros e dois de 4 milhões de litros cada para o armazenamento da água tratada.

       
   Para reduzir as perdas na estação, que atualmente são de 4% (dado fornecido pela própria SEMAE), a autarquia reutiliza a água do filtro, que é lavado diariamente (essa água também sendo reaproveitada). Outra medida tomada é a retirada de água do iodo utilizado no tratamento, que tem 70% água e 30% produto.

Índice de desperdício de água em Piracicaba chega a 45%

 Segundo um estudo feito pelo instituto Trata Brasil e divulgado no final de março, Piracicaba teve uma média de 45% de perca hídrica no ano de 2014, sendo assim, a cidade com maior perca da região, superando Campinas (19%), São Paulo (35%) e até mesmo a média nacional, que é de 37%. Comparado com os anos anteriores, Piracicaba teve uma leve queda em suas perdas, que chegaram em seu ápice em 2013, com 48% de desperdício.
(fonte: Instituto Trata Brasil)

 O Serviço Municipal de Água e Esgoto (SEMAE), autarquia de Piracicaba, confirmou que o índice apontado pelo instituto está correto e que o mesmo índice – de 45% - vale para o ano de 2015. Segundo a assessoria de imprensa (por meio da assessora Débora Laranjeira), alguns fatores justificam o grande índice de desperdício hídrico, como as redes de água da cidade, que são muito antigas e se rompem frequentemente, o rompimento provocado pelo grande fluxo de veículos, instalação e manutenção de rede de gás e esgoto.

 Outro fator que contribui com a perda hídrica elevada são as ligações clandestinas, que podem também contaminar e causar vazamentos, além da perda econômica, já que o que passa por essas linhas ilegais não é tarifado.
 Em março, segundo a SEMAE, haviam 350 pontos de vazamentos distribuídos pela cidade, localizados principalmente nos bairros Boa Esperança e Santa Terezinha, onde haviam cerca de 40 vazamentos por dia, sendo o dobro da capacidade de manutenção da autarquia.



 Para combater as perdas, foi divulgada a criação do Plano Diretor de Combate às Perdas, que, em 20 anos, pretende investir R$ 24 milhões em melhorias, para diminuir o percentual de perdas de 45% para 25%. O gasto imediato é de R$ 1,4 milhão para a compra de 3 caminhões, 9 cortadores a disco, 9 motobombas e 3 compactadores para a ampliação das equipes atuantes nas áreas de Santa Teresinha, Paulicéia e Centro, a licitação da compra desses equipamentos ainda está em andamento. No começo de junho, a SEMAE comprou 
3 novas retroescavadeiras, totalizando o gasto de R$ 567 mil.
                                                                              Por: Marcela Freitas.

Abastecimento de Água - Piracicaba

                                     Abastecimento de Água - Piracicaba

Segundo Antônio Carlos Schiavon, chefe da Divisão de Relacionamento Comercial do Serviço Municipal de Água e Esgoto, em visita à Estação de Tratamento de Água Capim Fino, em Piracicaba, a retirada de água para o abastecimento da cidade é feita no rio Corumbataí, cerca de 90% do volume captado vem desse rio, enquanto os outros 10% restantes são retirados do rio Piracicaba, quando o mesmo está limpo.
                                                                                       Marcela freitas.


Infográfico Plano Diretor.

Infográfico; Jeniffer Reis
Matéria: Natalia Cordeiro 

SEMAE busca planos para combater o desperdício de água.

A SEMAE está investindo forte para controlar as perdas físicas na cidade de Piracicaba. Dentre esses investimentos, está o Plano Diretor de Abastecimento de Água de Piracicaba, elaborado pela Fundação de Incentivo à Pesquisa e Aperfeiçoamento Industrial - FIPAI, em conjunto com a Escola de Engenharia de São Carlos - EESC/USP em 1997, visando o término em 2017. O plano foi desenvolvido com dois objetivos principais: possibilitar o abastecimento de água da cidade com águas provenientes do rio Corumbataí, e o de agilizar o abastecimento das regiões da cidade, através de setorização e de subsistemas de distribuição independentes. Foi feita a divisão em três etapas: etapa inicial nos primeiros anos (1998 a 2000), a segunda etapa para o período de 2000 a 2007 e a etapa final no período de 2007 a 2017.

O Controle Operacional do Sistema de Abastecimento constatou algumas recomendações para a fundação do plano, como:
Confiabilidade: a confiança na operação correta do sistema automático é fundamental, para quando uma falha no componente de um sistema é somente numa parte isolada, e não no sistema todo.
Manutenção: Um sistema sempre haverá falhas, seja ele qual for. Mas o importante é manter um sistema que ao parar, seja rápido e ágil a sua manutenção.
Facilidades de Instalação e Partida: um sistema bem dividido é aquele que poderá ser instalado em partes ou seções, com operações independentes de outras seções a serem instaladas depois.
Facilidades de Expansão: acrescentar facilmente estações remotas, medições e comandos adicionais é de extrema importância para um sistema de controle seguro.

O Plano de Abastecimento foi dividido em duas etapas, que consistem em:
1ª Etapa correspondente ao período de 2000-2007: implantações e ampliações de sistemas existentes de distribuição, para eliminar os subsistemas seriais passando para uma distribuição centralizada com maior confiabilidade. Essas ampliações seriam feitas nos seguintes subsistemas independentes de distribuição:
·         Subsistema Capim Fino/Uninorte
·         Subsistema Capim Fino Santa Terezinha/Balbo/Boa Esperança
·         Subsistema Capim Fino/Vila Rezende/Nova Piracicaba
·         Subsistema Capim Fino/Unificada/Paulicéia
·         Subsistema Capim Fino/Unificada/Marechal/VX de Novembro/Unileste
Também prevê a ampliação da capacidade de tratamento do Centro de Produção Capim Fino.

A 2ª Etapa correspondente ao período de 2007-2017: alcançar os  investimentos necessários para atender a demanda prevista para o final do plano e para a implantação dos sete principais subsistemas de distribuição independentes que formarão o sistema global de abastecimento de água na cidade:
·         Subsistema Uninorte; 
·         Subsistema Unileste; 
·         Subsistema Santa Terezinha/Balbo/Boa Esperança; (capim fino)
·         Subsistema Vila Rezende; 
·         Subsistema Unificada;
·         Subsistema Marechal/XV de Novembro; 
·         Subsistema Paulicéia; 
O investimento total previsto no final do plano é de R$14.798.000,00.

Além do Plano Diretor de Abastecimento de Água de Piracicaba, o Serviço Municipal de Água e Esgoto (SEMAE) está criando vários outros projetos para reduzir o desperdício de água que ocorre na cidade. Um plano que está sendo discutido é o Plano Diretor de Combate as Perdas, elaborado em 2013/2014. Esse plano já teve início nas obras na região de Boa Esperança, onde há relatos de maior índice de vazamentos. Seu investimento está em torno de R$ 524 mil.

Reportagem : Natalia Cordeiro