Segundo um estudo feito pelo
instituto Trata Brasil e divulgado no final de março, Piracicaba teve uma média
de 45% de perca hídrica no ano de 2014, sendo assim, a cidade com maior perca
da região, superando Campinas (19%), São Paulo (35%) e até mesmo a média
nacional, que é de 37%. Comparado com os anos anteriores, Piracicaba teve uma
leve queda em suas perdas, que chegaram em seu ápice em 2013, com 48% de
desperdício.
(fonte: Instituto Trata
Brasil)
O Serviço Municipal
de Água e Esgoto (SEMAE), autarquia de Piracicaba, confirmou que o índice
apontado pelo instituto está correto e que o mesmo índice – de 45% - vale para
o ano de 2015. Segundo a assessoria de imprensa (por meio da assessora Débora Laranjeira),
alguns fatores justificam o grande índice de desperdício hídrico, como as redes
de água da cidade, que são muito antigas e se rompem frequentemente, o
rompimento provocado pelo grande fluxo de veículos, instalação e manutenção de
rede de gás e esgoto.
Outro fator que
contribui com a perda hídrica elevada são as ligações clandestinas, que podem
também contaminar e causar vazamentos, além da perda econômica, já que o que
passa por essas linhas ilegais não é tarifado.
Em março, segundo a
SEMAE, haviam 350 pontos de vazamentos distribuídos pela cidade, localizados
principalmente nos bairros Boa Esperança e Santa Terezinha, onde haviam cerca
de 40 vazamentos por dia, sendo o dobro da capacidade de manutenção da
autarquia.
Para combater as
perdas, foi divulgada a criação do Plano Diretor de Combate às Perdas, que, em
20 anos, pretende investir R$ 24 milhões em melhorias, para diminuir o
percentual de perdas de 45% para 25%. O gasto imediato é de R$ 1,4 milhão para
a compra de 3 caminhões, 9
cortadores a disco, 9 motobombas e 3 compactadores para a ampliação das equipes
atuantes nas áreas de Santa Teresinha, Paulicéia e Centro, a licitação da
compra desses equipamentos ainda está em andamento. No começo de junho, a SEMAE
comprou
3 novas retroescavadeiras, totalizando o gasto de R$ 567 mil.
Por: Marcela Freitas.

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