quinta-feira, 18 de junho de 2015

Índice de desperdício de água em Piracicaba chega a 45%

 Segundo um estudo feito pelo instituto Trata Brasil e divulgado no final de março, Piracicaba teve uma média de 45% de perca hídrica no ano de 2014, sendo assim, a cidade com maior perca da região, superando Campinas (19%), São Paulo (35%) e até mesmo a média nacional, que é de 37%. Comparado com os anos anteriores, Piracicaba teve uma leve queda em suas perdas, que chegaram em seu ápice em 2013, com 48% de desperdício.
(fonte: Instituto Trata Brasil)

 O Serviço Municipal de Água e Esgoto (SEMAE), autarquia de Piracicaba, confirmou que o índice apontado pelo instituto está correto e que o mesmo índice – de 45% - vale para o ano de 2015. Segundo a assessoria de imprensa (por meio da assessora Débora Laranjeira), alguns fatores justificam o grande índice de desperdício hídrico, como as redes de água da cidade, que são muito antigas e se rompem frequentemente, o rompimento provocado pelo grande fluxo de veículos, instalação e manutenção de rede de gás e esgoto.

 Outro fator que contribui com a perda hídrica elevada são as ligações clandestinas, que podem também contaminar e causar vazamentos, além da perda econômica, já que o que passa por essas linhas ilegais não é tarifado.
 Em março, segundo a SEMAE, haviam 350 pontos de vazamentos distribuídos pela cidade, localizados principalmente nos bairros Boa Esperança e Santa Terezinha, onde haviam cerca de 40 vazamentos por dia, sendo o dobro da capacidade de manutenção da autarquia.



 Para combater as perdas, foi divulgada a criação do Plano Diretor de Combate às Perdas, que, em 20 anos, pretende investir R$ 24 milhões em melhorias, para diminuir o percentual de perdas de 45% para 25%. O gasto imediato é de R$ 1,4 milhão para a compra de 3 caminhões, 9 cortadores a disco, 9 motobombas e 3 compactadores para a ampliação das equipes atuantes nas áreas de Santa Teresinha, Paulicéia e Centro, a licitação da compra desses equipamentos ainda está em andamento. No começo de junho, a SEMAE comprou 
3 novas retroescavadeiras, totalizando o gasto de R$ 567 mil.
                                                                              Por: Marcela Freitas.

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